Você sempre me ensinou a ser selvagem, por entre sombras e esquecimentos. E assim obedeci, reconheci. O que faço é me aperfeiçoar, não ficar parado no tempo. Procuro crescer, desenvolver. Um espírito nunca para. Uma alma também, nunca para. E para não correr o risco de retroceder, é melhor eu caminhar, procurar, encontrar, me satisfazer na vida.
Não me satisfazer com qualquer porcaria, é claro. Não sou desses... achados no lixo. Me valorizo, o quanto posso, e quanto mais clareio o espelho de minha alma e de meu corpo, mais ilumino meu ser. O silêncio vai ficando luminoso e largo. As palavras vão ficando poucas e certeiras.
Acolher a selvageria e incorporá-la, sem endeusa-la, idolatrá-la; somente integrá-la. Assim se faz com a sombra, a treva, o oculto, o mal.

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