domingo, 11 de outubro de 2026

Eu não consigo sonhar. Prendam este homem.

" Eu não consigo sonhar. Prendam este homem. "

Disse o homem que não conseguia sonhar por muitos anos em sua vida. Ele disse isto quando um entrevistador de um programa da internet sobre pessoas diferentes lhe perguntou como era viver sem sonhar.

Mas, depois de alguns momentos em silêncio, diante do que o homem disse, o entrevistador mudou de assunto. E o homem que não sonha, não pôde ser escutado e interpretado do seu sonhar acordado.

E o homem foi esquecido.

E o homem voltou para sua angústia, para sua vida ordinária entre amores, paixões e medos.

Era somente um homem comum que não sonhava.

Mais um capítulo para as ficções da vida.

Mais um capítulo para o teatro que é a vida carnal e dos desejos.

Mais um capítulo do baile de máscaras dos falsos, que vestem máscaras para se esconderem e se revelarem somente em meia-verdade.

Mesmo quem não sonha a noite, enquanto dorme, pode sonhar em vida, e não acordar para a vida real.

O maior sonho, não é o que vem com o sono da noite, mas sim o sonho das angústias e dos medos e ansiedades, e é desses sonhos que se deve acordar. Acordar desses sonhos ruins e patológicos é estar consciente, viver consciente, atento. Vigiar, vigiar a si mesmo. Nada mais. O resto é teoria, ou seja, já é outro sonho.


sábado, 10 de outubro de 2026

A verdade veio, te assaltou, escravizou sua alma, suas razões e sentimentos

A verdade veio, te assaltou, escravizou sua alma, suas razões e sentimentos, e você ficou no vácuo, no vazio estratosférico do Todo. A verdade te deixou nu e sem nada. Depois veio você criando mais razões, mais sentidos e mais almas.

E nesse caminho, o espírito foi se perdendo, se esquecendo. Mas resta Algo.

Vista área no Parque Sagui da Serra, Manhumirim, MG, Brasil.




sexta-feira, 9 de outubro de 2026

A sabedoria elevada de Krishnamurti

“A compreensão de si mesmo é o começo da sabedoria.”

Reflexão: O autoconhecimento não consiste apenas em acumular conhecimentos sobre si, mas em observar os próprios pensamentos, emoções, medos e desejos. Para Krishnamurti, essa observação é fundamental para a transformação interior.

“A liberdade não é uma reação; a liberdade não é uma escolha.”

Reflexão: A liberdade profunda não se limita a escolher entre alternativas. Ela exige compreender os condicionamentos psicológicos, os apegos e os padrões mentais que determinam nossas ações.

“Observar sem avaliar é a forma suprema da inteligência.”

Reflexão: Observar sem julgar significa perceber a realidade como ela se apresenta, sem impor imediatamente conceitos, comparações ou interpretações. Essa atenção pode abrir espaço para uma mente silenciosa, lúcida e livre dos condicionamentos.

As frases entre aspas acima são de Jiddu Krishnamurti. 

Jiddu Krishnamurti (1895–1986) foi um filósofo, escritor e pensador espiritual indiano, reconhecido internacionalmente por suas reflexões sobre a consciência, a liberdade interior e o autoconhecimento. Na juventude, foi apresentado pela Sociedade Teosófica como uma possível figura espiritual de grande importância, mas rejeitou esse papel e dissolveu, em 1929, a organização criada em torno de sua suposta missão. A partir de então, dedicou sua vida a dialogar com pessoas de diferentes culturas, investigando a natureza da mente humana, o sofrimento psicológico e a possibilidade de uma transformação profunda da consciência.

Sua principal contribuição foi a investigação dos condicionamentos psicológicos que limitam a liberdade humana. Krishnamurti defendia que o autoconhecimento nasce da observação atenta dos próprios pensamentos, emoções, medos, desejos e apegos, sem julgamentos ou conclusões preconcebidas. Criticava a dependência psicológica de autoridades, gurus, dogmas e sistemas religiosos, argumentando que nenhum método ou caminho espiritual estabelecido pode substituir a compreensão direta de si mesmo. Para ele, a liberdade interior surge quando compreendemos os mecanismos do pensamento e deixamos de ser governados inconscientemente por nossos condicionamentos.

Outra contribuição fundamental de Krishnamurti foi sua abordagem da meditação como um estado de atenção plena, percepção e silêncio interior, e não simplesmente como a repetição de mantras ou a execução de uma técnica. Seus ensinamentos exploraram a relação entre pensamento, tempo psicológico, medo, amor, violência e paz. Também dialogou com cientistas, educadores e estudiosos, influenciando reflexões sobre educação integral e desenvolvimento humano. Entre suas obras mais conhecidas estão A Primeira e a Última Liberdade, O Conhecimento de Si Mesmo e A Liberdade do Conhecido. Seu legado permanece como um convite à investigação interior, à lucidez e à descoberta de uma liberdade que não depende de autoridades externas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Sou perigoso como uma faca sem lâmina

Sou perigoso como uma faca sem lâmina, não se aproxime, se não enxerga nada além de branco e preto, além de amor e ódio. Se não vê ou não sente a paz imorredoura, a paz eterna e silenciosa, que perpassa toda a vida e toda a morte, a paz que cria todas as possibilidades, se você ainda não compreende isso tudo, você vestiu as máscaras do inimigo, e eu vou te ver só de longe daqui para a frente.



quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Bem-vindo ao meu caderno de dejetos... ou de abundâncias

 Bem-vindo ao meu caderno de dejetos... ou de abundâncias. O que sai é o que sobra e cai como fruto maduro. Este caderno não é sobre o que falta mais. Mas sim sobre abundância. A lei da vida é abundância e não falta.


Vinícius Mendes Ribeiro.



"A arte é a contemplação; é o prazer do espírito que espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma." — Auguste Rodin, artista.

"Vivemos em um Universo de abundância." — Nassim Haramein, físico.


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Uma pequena reflexão de fogo brando mas assobio alto



Vontade de ir num carro de boi que só me leva...

Rolando Boldrin



Um Ser corre a mil por hora. Esta é a imagem inicial, que saltou a mente de um escritor ou de um vidente. Esse é o estopim, a luz, do fluxo de consciência aplicado a escrita. Daí ver o que rola. Trabalhar o fruto para depois alguém poder saborear algo. O sacrifício do escritor é o mesmo sacrifício do doador, daquele que ama.

E ver o que a mente aberta (aberta para o além e o aquém) traz, colhe, semeia. Homem e mulher que não sabem o tempo de plantar e o tempo de semear, não se realizam. Homem e mulher que não sabem o valor da quietude e do silêncio, não se realizam. E ser humano que não ama (ao Pai, a Si Mesmo e ao Próximo) não se realiza. O mais, é dar voltas em círculos eternamente, repetindo sempre os mesmos erros e os mesmos prazeres, num carro de boi mais ou menos governado que jamais chega a parte alguma, nem para para descanso. 

Uma pequena reflexão de fogo brando mas assobio alto.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

O Yoga do Sol, a alimentação da luz, os tempos apocalípticos e a Nova Terra – Entrevista com Luis Augusto Salvi

O Yoga do Sol, a alimentação da luz, os tempos apocalípticos e a Nova Terra – Entrevista com Luis Augusto Salvi

 

É com imensa satisfação que apresento a vocês uma breve entrevista que fiz com o cosmólogo e filósofo perenialista Luis Augusto Weber Salvi. Ele é Porta-voz do novo paradigma de Civilização. Luis cria vídeos interessantíssimos e profundos, de assuntos esotéricos, espirituais, e holísticos no canal dele no Youtube chamado Agartha TV. Este é o link para acessar o canal: https://www.youtube.com/@AgarthawTV Ele também é autor de diversos livros. Para ter acesso a seu site e seus livros clique aqui: https://agartha-edicoes.blogspot.com/.

Feita a apresentação do irmão, vamos à entrevista.

 

Vinícius: Sugere alguma prática espiritual que você tem feito?

Luis: Com certeza! As práticas de Ioga Solar que remontam ao Egito antigo ou além

Estes são fragmentos de uma longa sequência de práticas ilustradas em ouro numa das capelas de Tutankamon

Resquícios dos saberes de sua família solar

Vinícius: Excelente. Aí mostra eles praticando sungazing, a técnica de se alimentar do sol de muitos respiratorianos. Vou pesquisar mais sobre isto. Penso que a maioria dos egípcios eram vegetarianos mas o alimentar do sol e o viver de luz era comum no passado, o comer bem pouco sobretudo.

Luis: Na primeira imagem a meditação aquece Kundalini e na última a serpente sobre de vez

[Sobre o sungazing e a alimentação solar] Mais ou menos isto sim, só que de forma mais criativa como ensinava Ivanhov

Este trabalho refina a aura e aumenta a frequência interna permitindo por fim a verdadeira iluminação com segurança

Observe também a importância da invocação ou do mantra na etapa final

Tenho muitos vídeos analisando estes assuntos no meu canal

Vinícius: A primeira imagem talvez seja um homem ou mulher não sei exatamente. A segunda imagem parece uma mulher trabalhando na terra ou uma cobra que chega até a mão dela.

Luis: A segunda esta mais feminina mesmo e incorpora os elementos trabalhados pelas práticas

O símbolo sobre a cabeça da serpente na primeira é o hieróglifo do fogo

Veja só a metáfora

Na última temos o pleno empoderamento do praticante

Vinícius: Um despertar, uma iluminação.

O domínio da serpente.

Luis: Sim com o tempo tenho levantado a existência desta prática em muitas tradições

Vinícius: Do se alimentar do sol também?

Luis: Sim. Veja só o Leão Verde da alquimia. Fantástico simbolismo

Ou o grau Citrinitas da própria alquimia espiritual

O Leão que devora o Sol

Aqui esta o painel completo para você

Já verdade esta ainda é uma versao resumida

Cada estágio tem sete repetições, eu resumi por motivos didáticos

Eu falei mais acima

Da segunda capela mortuária de Tutankamon

sim, amado

É o ioga solar esotérico secreto mantido e resgatado pela cultura de Aquetatom

Milagrosamente preservado pela tumba intacta de Tutankamon

Um painel de ouro puro que deveria ter sido derretido pelo primeiro ladrao que tivesse encontrado as relíquias

Por milagres foi preservado…

A conclusão que tiro mais uma vez é que o viver de luz, o respiratorianismo é comum em certas Eras evolutivas da humanidade, Eras em que há mais luz e energia espiritual e vital. Em Eras menos evoluídas o ser humano é mais dependente de comida e do externo, como a Era de Ferro que finalizamos já ou estamos no finalmente de finalizar.

Exatamente

Saberes de uma idade de ouro

Talvez de Prata também

Sim

Você deve conhecer os Brahma Kumaris, é uma das escolas que guardam fragmentos destes saberes espirituais e eles cultuam muito a Idade de Ouro

Ainda mais que podemos comparar a Era de Prata com a Dwapara Yoga de que fala Sri Yukteswar no livro A Ciência Sagrada. Não é uma Era de Ouro, uma Satya Yuga, mas está logo abaixo dela.

Com efeito Akenatom viveu na idade de prata arya

Mas tomando também por Aquário, Aquário idealiza o Paraíso, o Eden, então a humanidade retornará a recriar o Eden socialmente

Segundo inclusive o próprio calendário dos Brahma Kumaris

E individualmente

Aquário dará liberdade para quem quiser recriar o Paraíso na Terra

Sim

A Era de Aquário afirmará uma nova idade de ouro racial então estes saberes serão resgatados

Excelente

Ao seu ver a nação do Brasil recriará e será o líder nessa Era de Ouro de Aquário?

Sim assim é que deve ser, a projeção terrestre do eixo vernal aponta para o Brasil

Que benção. A América Latina será a sede energética e espiritual e de liderança da Nova Terra

Embora imagino que quando mais luz entrar será em toda Terra.

Sim.

A seu ver teremos tempos apocalípticos, infernais, de caos geral, como dizem alguns?

Certamente e estamos caminhando rapidamente para eles. Note que a narrativa apocalíptica sugere o maior caos

Infelizmente apenas o desespero poderá redespertar uma humanidade tão adormecida

Mas então será para o bem e o novo vira mesmo que seja em bolsões

Só Deus e a vida espiritual e as práticas espirituais mesmo, hein, pra nos ancorar

Sim

De todo modo caminhamos para um Pralaya mundial quando a civilização deverá arrefecer

A seu ver o Brasil viverá caos geral? Loucura e fome generalizadas?

E controle?

O mundo todo viverá tudo isto

Mas haverão bolsões de resistência num futuro próximo, como comunidades e talvez até países e estados independentes.

É difícil dizer mas hoje vejo que a evolução material humana só irá decair doravante para que a espiritual possa fazer a sua escolha

[Sobre os bolsões de resistência] Isto sim haverá seja material como espiritual

Amigo você tem uma boa consciência, vamos fazer tudo isto acontecer! O que existe são Potenciais mas a semeadura dever ser realizada porque as forças contrarias também são muito poderosas

Você pensa que o Brasil vai se separar ou vai haver um Estado ainda maior no futuro? Ou continuará o país como está?

Se você me permite, esta acima é a última pergunta. Pra gente descansar. Se me permite vou postar parte de nossa conversa no grupo fechado do Viver de Luz – Respiratorianismo - Inédia – Alimentação Prânica do Facebook, o qual você também faz parte... Tudo bem? Sou agradecido de coração pela sua pessoa, sua presença e sua larga sabedoria.

Luis: Este é um assunto bem complexo sabe é muito vai depender das futuras dinâmicas internacionais, mas quero muito que o país se mantenha como está e aumente a integração continental.

 

[ FIM DA ENTREVISTA]

 

COMPLEMENTO

*O que é Pralaya, que o Luis mencionou?

Pralaya (प्रलय) significa dissolução ou recolhimento da manifestação na cosmologia e filosofia indianas. No Hinduísmo, pode designar diferentes níveis de dissolução: o Nitya Pralaya, que ocorre continuamente no surgimento e desaparecimento das formas; o Naimittika Pralaya, que acontece ao final de um Kalpa ou “dia de Brahmā”; e o Prākṛtika Pralaya, a dissolução cósmica profunda, na qual os elementos e princípios manifestados retornam à Prakṛti, a natureza primordial não manifestada. Assim, Pralaya não é simplesmente “o fim do mundo”, mas o retorno do manifestado ao não manifestado, seguido eventualmente de uma nova criação.

No sentido espiritual, especialmente no Vedānta, existe ainda o Ātyantika Pralaya, entendido como a dissolução definitiva da ignorância (avidyā), do ego e da identificação com o corpo e a mente, conduzindo à libertação (mokṣa). O que se dissolve são os nomes e formas (nāma-rūpa), não o princípio absoluto: Brahman permanece. Dessa perspectiva, o Pralaya cósmico encontra seu correspondente interior: assim como o universo retorna à sua origem, o indivíduo, através do conhecimento e da realização espiritual, recolhe-se para além do ego e da multiplicidade, reconhecendo sua identidade com a realidade última.

 

*E o Leão Verde da alquimia?

O Leão Verde (Leo Viridis) é um dos símbolos mais importantes da alquimia ocidental. Sua imagem mais famosa é a do Leão Verde devorando o Sol: o Sol representa o ouro, o princípio solar e a matéria aparentemente perfeita, enquanto o Leão Verde representa a força dissolvente que precisa "matar" ou dissolver essa forma para que uma transformação mais profunda possa ocorrer. Em diferentes autores, ele pode significar prima materia, mercúrio filosófico, vitriol ou um solvente poderoso; portanto, seu significado não é absolutamente único.

A imagem do Leão Verde devorando o Sol aparece em diferentes manuscritos e compêndios alquímicos. Uma versão particularmente bela está no manuscrito Vatican Pal. Lat. 1885, em que o leão verde literalmente prende o Sol entre as mandíbulas. Outra versão do século XVIII, do Alchemical and Rosicrucian Compendium, apresenta o Leo Viridis em uma paisagem, novamente consumindo o Sol.

No sentido psicológico/junguiano, a imagem pode ser lida como o encontro entre a consciência solar e uma força instintiva, terrestre e ainda não integrada. O "devorar o Sol" torna-se então uma dissolução necessária da personalidade antiga, uma espécie de nigredo que prepara uma nova integração. Essa leitura, porém, é posterior à alquimia histórica e não deve ser confundida com o significado original de todos os textos alquímicos.

 

*O Yoga do Sol de Ivanhov 

Na tradição do Yoga e do misticismo egípcio (frequentemente associados à vertente Sema Tawy e aos estudos herméticos), os plexos espirituais correspondem aos centros de energia do corpo — análogos aos chakras indianos —, sendo representados por sete pontos principais ao longo da coluna: o plexo básico ou raiz (Sma), associado ao enraizamento e à matéria; o plexo sacral (Khepri), ligado à criação e metamorfose; o plexo solar (Ra), centro do poder vital e da vontade; o plexo cardíaco (Hathor ou Ab), sede do amor, compaixão e da alma; o plexo laríngeo (Thoth), responsável pela expressão e pela palavra verdadeira (Ma'at); o plexo frontal ou terceiro olho (Horus ou Udjat), associado à intuição e visão espiritual; e o plexo coronário (Amon), que representa a conexão suprema com o divino e a consciência Iluminada.

 

O Yoga do Sol Egípcio

Na tradição do Yoga e do misticismo egípcio (frequentemente associados à vertente Sema Tawy e aos estudos herméticos), os plexos espirituais correspondem aos centros de energia do corpo — análogos aos chakras indianos —, sendo representados por sete pontos principais ao longo da coluna: o plexo básico ou raiz (Sma), associado ao enraizamento e à matéria; o plexo sacral (Khepri), ligado à criação e metamorfose; o plexo solar (Ra), centro do poder vital e da vontade; o plexo cardíaco (Hathor ou Ab), sede do amor, compaixão e da alma; o plexo laríngeo (Thoth), responsável pela expressão e pela palavra verdadeira (Ma'at); o plexo frontal ou terceiro olho (Horus ou Udjat), associado à intuição e visão espiritual; e o plexo coronário (Amon), que representa a conexão suprema com o divino e a consciência Iluminada.