sábado, 2 de maio de 2026

Aprecie o silêncio {Eckhart Tolle}

Nascemos com o silêncio, 
e à medida que crescemos, 
perdemos o silêncio 
e fomos preenchidos com palavras. 

Vivíamos em nossos corações, 
e com o passar do tempo, 
nos movemos para dentro de nossas cabeças. 

Agora, o reverso dessa jornada é a iluminação. 

É a jornada da cabeça de volta ao coração, 
das palavras de volta ao silêncio, 
retornando à nossa inocência, 
apesar da nossa inteligência. 

 Eckhart Tolle 


Citação da imagem:

"As soluções sempre aparecem quando saímos do pensamento e ficamos em silêncio, absolutamente presentes, ainda que seja só por um instante"

Eckhart Tolle.

~

Dr Vinícius M Ribeiro
Psicanalista, Naturopata e Homeopata. 
(crtp9179)
Celular/Whatsapp: 33999105125.




sexta-feira, 1 de maio de 2026

Falar e também contar histórias promovem curas psíquicas

Falar e também contar histórias promovem curas psíquicas 

Hannah Arendt (1968), em uma homenagem prestada a Isak Dinesen (pseudônimo da escritora dinamarquesa Karen Blixen, 1885-1962), citou o que a romancista dissera sobre a dor: “todas as dores podem ser suportadas se você as puser em uma história ou contar uma história sobre elas.” (p. 115)

A dor é constitutiva da espécie humana, desde a função biológica protetora contra a automutilação, até a condenação divina à mulher pelo parto doloroso, ou mesmo pela referência à dor e ao sofrimento presentes na cultura, arte e religião. Assim, a dor sempre esteve presente nas formulações humanistas em geral e em particular, na Psicanálise, pela possibilidade de transformação, por meio da simbolização, das vivências humanas geradoras de sofrimento de modo a lhes dar sentido.

Segundo Fleming (2003), a distinção entre dor física e psíquica talvez seja um tanto artificial. Toda experiência de dor física traz repercussões psíquicas do mesmo modo que o sofrimento psíquico é também acompanhado por sensações corporais. É um problema complexo: dor física e dor mental, que remete para uma questão de grande pertinência que é a continuidade versus descontinuidade psiquismo-soma, o que observamos no percurso freudiano. Segundo a mesma autora, Freud introduziu o conceito na literatura psicanalítica como “dor na alma” (Seelenschmerz) e no Projeto (1895) passou a distinguir dor e sofrimento, dor e desprazer, dor e angústia, bem como a ligação entre dor e desamparo.

Para ele, a dor primordial é a condição de desamparo do bebê humano. Ao abandonar o Projeto e a concepção quantitativa, Freud passou a se dedicar ao estudo da angústia. Em Formulações sobre os dois Princípios do Funcionamento Mental (1911), ele se pergunta de que depende a capacidade de tolerar a frustração; em Sobre o Narcisismo: uma Introdução (1914), aborda o investimento na dor corporal. Em Luto e Melancolia (1917) abordará a dor relacionada à perda do objeto amado. Mais tarde, em Mais Além do Princípio do Prazer (1920), Freud retoma a concepção quantitativa entre dor e prazer, bem como em O Problema Econômico do Masoquismo (1924). Finalmente, em Inibição, Sintoma e Angústia (1926), utiliza a noção de dor interna e traz novas concepções teóricas, ao diferenciar dor corporal, narcísica, da dor mental, envolvida em uma relação de objeto e há um consenso de que a dor seja simultaneamente um fenômeno psíquico e somático.

O conceito de dor mental tem adquirido maior importância na teoria e na clínica psicanalítica, principalmente em função da contribuição de Bion (1963), que considera dor psíquica um dos elementos de psicanálise- a caixa de ferramentas do psicanalista, bem como a capacidade de continência e tolerância à dor, um dos pilares do desenvolvimento do indivíduo.

Bion empresta uma grande importância à dor psíquica, no sentido de que mais do que “sentir” a dor, é necessário “sofrê-la”, para poder vir a aprender com as experiências emocionais, no sentido de poder estabelecer correlações, reflexões e elaborações.

Todo indivíduo em geral, e particularmente o paciente na situação analítica, enfrenta duas alternativas diante da dor ocasionada pelas múltiplas formas de frustrações: ou ele foge da dor com alguma tática evitativa e evasiva, ou ele experimenta sensações dolorosas, tira um aprendizado com a experiência e isso o capacita a fazer transformações e modificações dos fatos frustradores. Para Bion, uma análise deve necessariamente ser dolorosa, não porque a dor em si tenha algum valor, mas sim porque esta dor já pré-existia no paciente e justamente ele procurou a análise para se ver livre dela.

Bibliografia Consultada
Arendt, H. (1968) Homens em Tempos Sombrios.
Bion, W.R. (1963) Elementos da Psicanálise.
Fleming, M. (2003) Dor sem nome – Pensar o sofrimento.
Freud, S. (1985) Projeto Para uma Psicologia Científica.
Freud, S. (1911) – Formulações sobre os dois Princípios do Funcionamento Mental.
Freud, S. (1917) Luto e Melancolia.
Freud, S. (1926) Inibição, Sintoma e Angústia.

#psicanálise 

~

Dr Vinícius M Ribeiro 
Naturopata, Homeopata e Psicanalista (crtp9179)
33999105125 ou vinimr1@yahoo.com.br.



Citação da imagem: "Todas as dores podem ser suportadas se as transformamos em história ou se contarmos uma história sobre elas. Karen Blixen, escritora. "

quinta-feira, 30 de abril de 2026

O pequeno e grande espaço do coração {Nassim Haramein, físico}

O pequeno e grande espaco do coração. 
A Bateria da Vida.

"Existe uma localização física dentro do seu coração que possui uma singularidade. Seu coração tem uma pequena cavidade entre os dois ventrículos, e essa pequena cavidade possui o campo eletromagnético mais forte do seu corpo, podendo ser medido a até 2,4 metros de distância; e essa é a bateria da vida que mantém seu coração funcionando. Quando você morre, essa singularidade deixa de existir, e eu acredito que seja por isso que ocorre uma grande perda de peso quando as pessoas morrem. O peso é o resultado dessa singularidade distorcendo o espaço-tempo, criando um efeito gravitacional que chamamos de peso."

- Nassim Haramein

terça-feira, 28 de abril de 2026

O Nome original em aramaico do Mestre é qual?

Qual a melhor versão do nome original do Mestre? Yeshua ou Yahushua? Como o nome Dele era falado no aramaico? Vamos ver como a IA Chatgpt nos ajuda nesse ponto. 

O nome Yahushua é uma forma usada por alguns grupos religiosos e estudiosos para se referir ao nome hebraico de Jesus de Nazaré. Ele está relacionado ao nome hebraico mais conhecido como Yehoshua (יְהוֹשֻׁעַ) ou à forma abreviada Yeshua (יֵשׁוּעַ).

Etimologia

O nome é geralmente dividido em duas partes:

  • “Yahu” → associado ao Nome divino de Deus no hebraico, ligado ao Tetragrama YHWH (יהוה).
  • “shua” / “yasha” → raiz hebraica ישע (y-sh-ʿ), que significa:
    • salvar
    • libertar
    • socorrer
    • trazer salvação

Assim, o sentido etimológico mais aceito é:

“YHWH salva”
ou
“O Senhor é salvação”

Relação com Yehoshua e Yeshua

Historicamente, o nome passou por formas diferentes:

  1. Yehoshua (יְהוֹשֻׁעַ)
    Forma mais antiga e completa, usada no Antigo Testamento para Josué.

  2. Yeshua (יֵשׁוּעַ)
    Forma abreviada comum no período do Segundo Templo judaico, época em que viveu Jesus.

  3. Grego: Iēsous (Ἰησοῦς)
    O Novo Testamento foi escrito em grego, e o hebraico/aramaico “Yeshua” foi transliterado para “Iēsous”.

  4. Latim: Iesus

  5. Português: Jesus

Sobre a forma “Yahushua”

A forma “Yahushua” não aparece como a forma acadêmica principal nos manuscritos antigos conhecidos. Ela é mais usada em movimentos modernos que desejam enfatizar:

  • a presença explícita do Nome divino (“Yahu”)
  • uma pronúncia considerada mais próxima do hebraico sagrado

Do ponto de vista da linguística histórica e da maioria dos hebraístas:

  • Yehoshua e Yeshua são as formas historicamente mais documentadas.
  • “Yahushua” é vista mais como uma reconstrução devocional/religiosa moderna do que como consenso filológico.

Significado espiritual

Dentro de tradições espiritualistas ou hebraicas restauracionistas, “Yahushua” costuma ser interpretado como:

  • “A salvação de Yah”
  • “YHWH é salvação”
  • “A presença salvadora divina”

Isso conecta o nome diretamente à missão messiânica atribuída a Jesus de Nazaré no cristianismo.


segunda-feira, 27 de abril de 2026

Os sábios, os heróis e os santos {Olavo de Carvalho}


"Os sábios, os heróis e os santos são canais por onde a luz da transcendência rompe as limitações do tempo e abre possibilidades que a mente coletiva, por si, jamais poderia conceber."

-- Olavo de Carvalho, A filosofia e seu inverso.


A tua oração desceu ao coração?


Se depois de orar não consegues amar mais o teu irmão, especialmente aquele que te aborrece, então a tua oração ainda não desceu ao coração.

Inspirado em São Paisios do Monte Athos.

sábado, 25 de abril de 2026

Dúvidas {Sri Ramana Maharshi}

DÚVIDAS

" Uma dúvida surge e é esclarecida; outra surge e isso é limpo, dando lugar a outra, e assim continua sucessivamente. Portanto, não há possibilidade de tirar todas as dúvidas. Veja a quem as dúvidas surgem. Vá para a fonte delas e permaneça nela.

Então elas deixam de surgir. É assim que as dúvidas devem ser esclarecidas. O que os Mestres ensinam claramente é apenas isso e nada mais: 'Fique quieto'. Além disso, a mente não tem tarefa a fazer ou preocupar-se em pensar. "

~ Sri Ramana Maharshi