domingo, 1 de novembro de 2026

Diário da Fonte

Diário da Fonte

Não deseje muito. Quando possível opte mais por não desejar. Desejar demais, traz mais responsabilidade. Porque todo querer, todo desejar, encarreta mais responsabilidade (ainda que não estejamos conscientes disso). Sublimar, transcender os desejos, elevá-los, é fundamental, isto é ancorá-los na Fonte. Isso transcende o ego e o plano dos desejos, sublima e transcende as paixões e os apegos. Elevar a alma (a psique) no seu campo mais elevado, que é o espiritual. Ir do corpo a alma, da alma ao Espírito, do Espírito a Fonte, se tornar Um com a Fonte.




domingo, 11 de outubro de 2026

Eu não consigo sonhar. Prendam este homem.

" Eu não consigo sonhar. Prendam este homem. "

Disse o homem que não conseguia sonhar por muitos anos em sua vida. Ele disse isto quando um entrevistador de um programa da internet sobre pessoas diferentes lhe perguntou como era viver sem sonhar.

Mas, depois de alguns momentos em silêncio, diante do que o homem disse, o entrevistador mudou de assunto. E o homem que não sonha, não pôde ser escutado e interpretado do seu sonhar acordado.

E o homem foi esquecido.

E o homem voltou para sua angústia, para sua vida ordinária entre amores, paixões e medos.

Era somente um homem comum que não sonhava.

Mais um capítulo para as ficções da vida.

Mais um capítulo para o teatro que é a vida carnal e dos desejos.

Mais um capítulo do baile de máscaras dos falsos, que vestem máscaras para se esconderem e se revelarem somente em meia-verdade.

Mesmo quem não sonha a noite, enquanto dorme, pode sonhar em vida, e não acordar para a vida real.

O maior sonho, não é o que vem com o sono da noite, mas sim o sonho das angústias e dos medos e ansiedades, e é desses sonhos que se deve acordar. Acordar desses sonhos ruins e patológicos é estar consciente, viver consciente, atento. Vigiar, vigiar a si mesmo. Nada mais. O resto é teoria, ou seja, já é outro sonho.


sábado, 10 de outubro de 2026

A verdade veio, te assaltou, escravizou sua alma, suas razões e sentimentos

A verdade veio, te assaltou, escravizou sua alma, suas razões e sentimentos, e você ficou no vácuo, no vazio estratosférico do Todo. A verdade te deixou nu e sem nada. Depois veio você criando mais razões, mais sentidos e mais almas.

E nesse caminho, o espírito foi se perdendo, se esquecendo. Mas resta Algo.

Vista área no Parque Sagui da Serra, Manhumirim, MG, Brasil.




sexta-feira, 9 de outubro de 2026

A sabedoria elevada de Krishnamurti

“A compreensão de si mesmo é o começo da sabedoria.”

Reflexão: O autoconhecimento não consiste apenas em acumular conhecimentos sobre si, mas em observar os próprios pensamentos, emoções, medos e desejos. Para Krishnamurti, essa observação é fundamental para a transformação interior.

“A liberdade não é uma reação; a liberdade não é uma escolha.”

Reflexão: A liberdade profunda não se limita a escolher entre alternativas. Ela exige compreender os condicionamentos psicológicos, os apegos e os padrões mentais que determinam nossas ações.

“Observar sem avaliar é a forma suprema da inteligência.”

Reflexão: Observar sem julgar significa perceber a realidade como ela se apresenta, sem impor imediatamente conceitos, comparações ou interpretações. Essa atenção pode abrir espaço para uma mente silenciosa, lúcida e livre dos condicionamentos.

As frases entre aspas acima são de Jiddu Krishnamurti. 

Jiddu Krishnamurti (1895–1986) foi um filósofo, escritor e pensador espiritual indiano, reconhecido internacionalmente por suas reflexões sobre a consciência, a liberdade interior e o autoconhecimento. Na juventude, foi apresentado pela Sociedade Teosófica como uma possível figura espiritual de grande importância, mas rejeitou esse papel e dissolveu, em 1929, a organização criada em torno de sua suposta missão. A partir de então, dedicou sua vida a dialogar com pessoas de diferentes culturas, investigando a natureza da mente humana, o sofrimento psicológico e a possibilidade de uma transformação profunda da consciência.

Sua principal contribuição foi a investigação dos condicionamentos psicológicos que limitam a liberdade humana. Krishnamurti defendia que o autoconhecimento nasce da observação atenta dos próprios pensamentos, emoções, medos, desejos e apegos, sem julgamentos ou conclusões preconcebidas. Criticava a dependência psicológica de autoridades, gurus, dogmas e sistemas religiosos, argumentando que nenhum método ou caminho espiritual estabelecido pode substituir a compreensão direta de si mesmo. Para ele, a liberdade interior surge quando compreendemos os mecanismos do pensamento e deixamos de ser governados inconscientemente por nossos condicionamentos.

Outra contribuição fundamental de Krishnamurti foi sua abordagem da meditação como um estado de atenção plena, percepção e silêncio interior, e não simplesmente como a repetição de mantras ou a execução de uma técnica. Seus ensinamentos exploraram a relação entre pensamento, tempo psicológico, medo, amor, violência e paz. Também dialogou com cientistas, educadores e estudiosos, influenciando reflexões sobre educação integral e desenvolvimento humano. Entre suas obras mais conhecidas estão A Primeira e a Última Liberdade, O Conhecimento de Si Mesmo e A Liberdade do Conhecido. Seu legado permanece como um convite à investigação interior, à lucidez e à descoberta de uma liberdade que não depende de autoridades externas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Sou perigoso como uma faca sem lâmina

Sou perigoso como uma faca sem lâmina, não se aproxime, se não enxerga nada além de branco e preto, além de amor e ódio. Se não vê ou não sente a paz imorredoura, a paz eterna e silenciosa, que perpassa toda a vida e toda a morte, a paz que cria todas as possibilidades, se você ainda não compreende isso tudo, você vestiu as máscaras do inimigo, e eu vou te ver só de longe daqui para a frente.



quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Bem-vindo ao meu caderno de dejetos... ou de abundâncias

 Bem-vindo ao meu caderno de dejetos... ou de abundâncias. O que sai é o que sobra e cai como fruto maduro. Este caderno não é sobre o que falta mais. Mas sim sobre abundância. A lei da vida é abundância e não falta.


Vinícius Mendes Ribeiro.



"A arte é a contemplação; é o prazer do espírito que espírito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma." — Auguste Rodin, artista.

"Vivemos em um Universo de abundância." — Nassim Haramein, físico.


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Uma pequena reflexão de fogo brando mas assobio alto



Vontade de ir num carro de boi que só me leva...

Rolando Boldrin



Um Ser corre a mil por hora. Esta é a imagem inicial, que saltou a mente de um escritor ou de um vidente. Esse é o estopim, a luz, do fluxo de consciência aplicado a escrita. Daí ver o que rola. Trabalhar o fruto para depois alguém poder saborear algo. O sacrifício do escritor é o mesmo sacrifício do doador, daquele que ama.

E ver o que a mente aberta (aberta para o além e o aquém) traz, colhe, semeia. Homem e mulher que não sabem o tempo de plantar e o tempo de semear, não se realizam. Homem e mulher que não sabem o valor da quietude e do silêncio, não se realizam. E ser humano que não ama (ao Pai, a Si Mesmo e ao Próximo) não se realiza. O mais, é dar voltas em círculos eternamente, repetindo sempre os mesmos erros e os mesmos prazeres, num carro de boi mais ou menos governado que jamais chega a parte alguma, nem para para descanso. 

Uma pequena reflexão de fogo brando mas assobio alto.