domingo, 28 de junho de 2026

Como meditavam os primeiros cristãos?

Como meditavam os primeiros cristãos?

Os primeiros cristãos (séculos I a IV) tinham práticas como:

Leitura lenta e repetitiva das Escrituras, especialmente dos Salmos, deixando que as palavras "descessem ao coração". Essa prática daria origem ao que mais tarde seria chamado de lectio divina.

Repetição contínua de pequenas orações ou versículos. Por exemplo:

"Senhor Jesus Cristo, tem piedade de mim."

Versículos dos Salmos repetidos durante o dia.

Longos períodos de silêncio e recolhimento, sobretudo entre os Padres do Deserto, que buscavam aquietar os pensamentos para permanecer na presença de Deus.

Atenção constante à presença divina, procurando manter uma consciência contínua de Deus ao longo do dia.

Há semelhanças com a meditação oriental?

Há várias semelhanças no método:

postura corporal estável;

silêncio;

respiração calma (alguns relatos sugerem que a oração era naturalmente sincronizada com a respiração, embora isso tenha sido desenvolvido mais claramente depois na tradição hesicasta);

repetição de uma palavra ou frase sagrada;

observação dos pensamentos sem se deixar dominar por eles;

cultivo da paz interior.

Esses elementos lembram práticas do Yoga, do Budismo e do Taoismo.

Quais são as diferenças?

A principal diferença está no objetivo.

Na maior parte das tradições orientais, busca-se a realização da natureza última da mente, a iluminação, o despertar ou a união com o Absoluto.

No cristianismo primitivo, a contemplação tinha como centro o relacionamento amoroso com Deus revelado em Jesus Cristo. O silêncio não era um fim em si mesmo, mas uma abertura para a ação da graça divina.

Os Padres do Deserto

Autores como Evágrio Pôntico e João Cassiano ensinaram que era preciso:

recolher a atenção;

abandonar pensamentos dispersivos;

repetir uma breve oração;

permanecer em silêncio interior;

alcançar a hesychia (quietude profunda).

Essa descrição é notavelmente semelhante, em termos psicológicos, a práticas meditativas orientais, embora inserida em uma espiritualidade cristã.


Dr Vinícius Ribeiro, psicanalista, naturopata e homeopata (crtp9179). 



sábado, 27 de junho de 2026

O silêncio é uma benção e um prêmio ao mesmo tempo {Vinícius Mendes Ribeiro}

O silêncio é uma benção e um prêmio ao mesmo tempo. Uma benção, pois no silêncio Deus se expressa na sua plenitude, para além da cadeia da linguagem. E um prêmio, pois geralmente valorizamos o silêncio tarde, depois de muito falar e pensar. Uma benção, pois no silêncio Deus se expressa na sua plenitude, para além da cadeia da linguagem. E um prêmio, pois geralmente valorizamos o silêncio tarde, depois de muito falar e pensar.




sexta-feira, 12 de junho de 2026

Citação Bíblica contra a carne


Comendo animais?! 

Que parte do "Não Matarás" vocês não entenderam?

"Mas, enquanto a carne ainda estava entre os seus dentes e antes que a ingerissem, a ira do Senhor ascendeu-se contra o povo, e ele o feriu com uma praga terrível."
"Por isso o lugar foi chamado Quibrote-Hataavá, porque ali foram enterrados os que tinham sido dominados pela gula." (Números 11, 33-34)

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Ciência descobre a forma do fóton de luz

Pesquisadores da Universidade de Birmingham modelaram matematicamente a forma tridimensional de um fóton, revelando que ela se assemelha a um limão.

Essa descoberta computacional, publicada na revista Physical Review Letters, simplifica equações quânticas complexas para visualizar a geometria real da luz emitida por um átomo.

domingo, 7 de junho de 2026

Traços mineiros

 Traços mineiros

Vivo num vale. Um vale rodeado de montanhas. Quem vê de cima, vivo sob um mar de morros. Essa é uma parte da geografia de Minas. Esse é um dos traços de Minas Gerais. Minas é rodeada de montanhas e vales.

O povo do vale respira o feminino etérico nos seus pulmões de invernos com suas manhãs cobertas de serração. O ar úmido, frio, e as matas, as montanhas e os rios, moldam o mineiro, além do ouro e do minério bruto de si, que todo mineiro carrega.

O mineiro é uma espécie de taoísta (mestre oriental que equilibra os opostos), aprecia o vazio, aprecia a calma e a contemplação, e vê nisso seu traço principal.

E mineiro também valoriza uma prosa boa, uma presença boa, uma pessoa que valha ao seu lado.

Mineiro bom ama contemplar paisagens e belezas, e nem se perde na correria de quem vive na cidade grande. Todo lugar para o mineiro é como se fosse no interior, uma paisagem bela de natureza onde a vida passa mais devagar.


Foto: Parque do Sagui de Manhumirm - MG




quinta-feira, 4 de junho de 2026

Bigu, o caminho taoista rumo a iluminação e a imortalidade

Bigu é o caminho taoista para a imortalidade e para a iluminação.

No estado Bigu, segundo a tradição taoista que visa formar mestres espirituais e meditadores, o passo inicial é tirar grãos da alimentação (trigo, arroz, milho, cevada, feijão, são os principais). Isso facilita a saída do ego (o eu inferior). Os grãos agitam e perturbam a mente. 

Outros alimentos que também entorpecem a mente e o corpo na visão taoista dos bigus é a carne vermelha, o álcool, a comida muito temperada, o alho e a cebola. 

Nos níveis mais elevados de Bigu o mestre espiritual pode chegar a se tornar respiracionista, longevo, imortal e desenvolver poderes (siddhis). 


Dr Vinícius Ribeiro, Naturopata, Homeopata, Psicanalista e Yogue (crtp9179).

domingo, 24 de maio de 2026

Deus, ser humano e a natureza {Vinícius Mendes Ribeiro}

O quanto estamos afastados de Deus, mede também o quanto estamos afastados da natureza. Os dois andam juntos, Deus e natureza. E o ser humano está entre os dois, entre Deus e a natureza. 


Vinícius Mendes Ribeiro